Como as combinações astrológicas podem mostrar caminhos para os relacionamentos.

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Todo casal tem suas semelhanças e diferenças. Desde o momento da paquera, elas aparecem, seja nos gostos culturais, no estilo de vida, situação socioeconômica, visão de mundo, opiniões, desejos ou sonhos.

Mas o que faz as afinidades prevalecerem num relacionamento?
Para a Astrologia, a resposta está nos astros, sendo Sol, Lua, Vênus, Marte e Mercúrio as principais influências.

Com ajuda da sinastria, comparação entre os mapas astrais de duas pessoas, é possível enxergar tendências dentro dos relacionamentos. E, com esse entendimento, fortalecer as concordâncias e trabalhar as dificuldades.

“A sinastria é o principal recurso da astrologia para relacionamentos. A comparação dos mapas natais de duas pessoas mostra qual é a interação entre elas, quais influências uma gera na outra, os pontos mais frágeis e os mais fortes da relação”, explica a astróloga Debora Helena Rodrigues.

Segundo ela, relações saudáveis e duradouras são as que valorizam afinidades. E essas afinidades aparecem na sinastria. “Serve para as pessoas se conhecerem e se desenvolverem. E, com esse conhecimento, colocar o foco nas facilidades. Se os dois têm Mercúrio bem colocado, por exemplo, eles se comunicam bem e podem escrever juntos, focar a relação nos aspectos favoráveis.” Mas as relações também enfrentam desafios. Nesses casos, o mapa comparado mostra caminhos para superálos, segundo Eli Souza, astrólogo criador da página Não acredito em Astrologia, mas… Com mais de 500 mil seguidores, a página no Facebook mostra com humor as características de cada signo no dia a dia. “Um dos maiores problemas nos relacionamentos hoje em dia é não saber compreender o outro. Se você tem a possibilidade de analisar o mapa astral da pessoa amada, você pode ficar mais compreensivo, e isso ajuda a ter uma relação mais harmônica, com menos brigas”, diz. Na sinastria, uma série de aspectos são levados em conta. “É um estudo longo e complexo”, diz Debora Helena. Isso porque sinastria analisa como cada planeta de um mapa se relaciona com os planetas do outro mapa, levando em conta as casas astrológicas, os signos e os elementos (Fogo, Terra, Ar e Água). Tudo isso forma uma teia de influências que são interpretadas pelos astrólogos.

Mas, como tudo que envolve relacionamentos, não há fórmulas prontas. Há possibilidades. A astróloga dá alguns exemplos de indícios positivos uma relação: “Conjunção entre Sol e Lua, conjunção de Marte com Vênus, Marte e Vênus estando em qualquer interação pode ser bom. Se eles estiverem no mesmo elemento é muito favorável. Dois de Terra já se compreendem”, afirma.

Cada signo pertence a um elemento: Fogo, Terra, Ar ou Água. Perceber a interação entre os elementos nos dois mapas natais é fundamental na sinastria. “De maneira superficial, a gente pode dizer que as relações mais favoráveis são entre Fogo e Ar, entre Terra e Água e entre os signos do mesmo elemento”, diz Debora Helena. Dessa forma, signos de Fogo (Áries, Leão e Sagitário) se relacionam bem entre si e com Ar (Gêmeos, Libra e Aquário). Signos de Terra (Touro, Virgem e Capricórnio) se relacionam bem entre si e com Água (Câncer, Escorpião e Peixes).

Segundo Eli Souza, o relacionamento é bom entre signos do mesmo elemento por causa das afinidades. “Uma relação de mesmo elemento tem conexão. O estilo de vida é bem parecido. A forma de pensar também. Mas, se o casal se parece demais, também pode haver briga.” Mas os elementos não influenciam apenas o signo solar. Os demais planetas também pertencem a elementos. Por exemplo: Mercúrio em Áries (Fogo), Vênus em Touro (Terra), Marte em Escorpião (Água). Por isso, os astrólogos observam ainda quais elementos predominam nos mapas de cada um

Vejas as características dos elementos, segundo Debora Helena:

Casas astrológicas:
Ascendente aguça a atração

A primeira impressão tem a ver com o signo ascendente. “O ascendente é a persona. É ele que muitas vezes aparece primeiro”, afirma Debora Helena.

O signo ascendente é aquele que está em ascensão no céu na hora do nascimento, por isso rege a primeira casa do mapa. “O ascendente é a imagem social, a maneira como a pessoa se mostra e é vista”, afirma Eli Souza. Por isso, ele influencia no momento da atração visual e da troca de olhares. “O posicionamento das casas fala muito. Existem algumas casas que têm relevância maior”, afirma. Se o ascendente é o signo da Casa 1, seu oposto, o descendente, é o da Casa 7. “Pessoas com ascendentes opostos costumam ter afinidade imediata. Uma pessoa com ascendente em Gêmeos, por exemplo, vai chamar a atenção do seu o oposto Sagitário, e viceversa”, diz Eli Souza.

Debora Helena também destaca as casas 5 e 7. “A casa 5 diz sobre como a pessoa curte a vida. É a casa dos prazeres, fala do ficar e do namoro.
A casa 7 fala de relações afetivas estáveis.”

Para conhecer o ascendente, é preciso fazer o mapa astral. E, para fazer o mapa astral, é preciso conhecer a data de nascimento completa, além do horário do nascimento e a cidade. Muita coisa para perguntar sem dar bandeira, né?

Por isso, para Eli Souza, este é um dilema comum para as pessoas que curtem astrologia. “Esta é uma das perguntas que mais me fazem.
‘Como é que vou perguntar tudo isso sem parecer a louca do signo?’”, brinca. “Eu respondo que é só contar uma história assim: ‘Eu tenho uma amiga enfermeira que está fazendo uma pesquisa estatística. Que horas você nasceu? Em qual hospital?’ Ou então: ‘Estou tão cansado, não consigo dormir cedo. Vem cá, que horas você nasceu? É que dizem que isso influencia no sono…’”

Como chegar em cada signo

A Astrologia pode ajudar mesmo quem não conhece o mapa astral da pessoa desejada. Saber apenas o signo Solar já dá uma pista para a hora da abordagem. “O Sol influencia o tempo inteiro”, diz Debora Helena. “É a essência da pessoa.” Ela dá alguns exemplos: “A pessoa de libra é voltada para as parcerias e para o social. Se você sabe disso, chame para uma festa. Cancerianos, são pessoas emocionais e voltadas para a família. Se disser algo familiar, a pessoa já se derrete. Se a paquera é de Leão, elogie muito”, diz.

Os astrólogos prepararam algumas dicas para engatar um bom papo com cada signo, na hora da paquera.

PAQUERA:

Mercúrio envolve, Vênus conecta

Ok! Você chegou na pessoa amada e não levou um fora. Como os astros vão influenciar na fase da paquera até virar um algo mais?

Segundo os astrólogos, Mercúrio e Vênus são influências cruciais nessa hora. “Num primeiro momento, que é a hora da paquera, Mercúrio e Vênus aparecem bastante e são predominantes. Regente da comunicação e do convencimento, Mercúrio vai influenciar na conversa. Já Vênus vai estar sempre presente na interação afetiva”, diz Debora Helena.

Por isso, a forma como esses planetas se alinham na combinação dos mapas aponta tendências na interação do casal. Aspectos na posição de Mercúrio mostram facilidade ou dificuldade no diálogo. E, na posição de Vênus, podem indicar afinidades ou divergências no modo de demonstrar afeto. Mas, se a relação evolui, esses planetas continuam sendo muito importantes. “Numa relação mais estruturada, como um namoro, a comunicação tem que ser muito boa. Mercúrio no mesmo signo ou mesmo elemento tende a uma comunicação melhor. Não adianta a Vênus estar bem se há conflito em Mercúrio.”

Já Eli Souza lembra que os trânsitos de Mercúrio mudam com certa frequência ao longo do ano, o que atrapalha mais ainda casais que não têm o planeta bem posicionado. “Isso gera muita discussão. Em determinados períodos do ano, as pessoas brigam mais. É quando Mercúrio está retrógrado. Isso gera problemas nas conversas.”

Se os mapas não combinam, isso quer dizer que o relacionamento vai falhar? Para os astrólogos, não necessariamente.

“Na astrologia não tem certo e nem errado. O que existe é o equilíbrio de energias para viver em harmonia”, afirma Eli Souza. Então, para ele, quando surgem aspectos desfavoráveis na sinastria, não significa que o relacionamento está fadado ao fracasso. “Mas tem que estar disposto a conhecer um ao outro. É um processo lento que não é o fim do mundo. Mas tem que ter mais paciência”, diz.

Debora Helena é da mesma opinião. “Existe o livre arbítrio. A gente não pode esquecer dele. Existem casais que conseguem lidar com adversidades. E conhecer o mapa do outro já ajuda nisso.” A astróloga dá um exemplo: “Vênus em Aquário precisa de liberdade na relação. Se o outro sabe disso, não vai ficar cobrando ou vigiando.” Segundo ela, há ainda mapas que mostram muitos aspectos desfavoráveis na vida a dois, mas sem restrições para relações menos compromissadas. “Se tiver muita divergência, às vezes o casal pode até namorar, mas pode não acontecer de casar ou ter parceria sólida.”

Os maiores desafios que um casal que pretende ter uma vida juntos pode enfrentar, de acordo com Debora Helena, são quando os planetas sociais (Júpiter, Saturno, Urano e Plutão) estão em aspectos tensos com os planetas pessoais do outro. “Um Saturno em conjunção a uma Lua, por exemplo. Saturno tem aspecto de restrição. A pessoa que tem essa Lua vai se sentir oprimida e reprimida. Mas, se a Lua estiver em Capricórnio, que é um signo mais duro, a sensação pode não ser tão intensa.” Da mesma forma, um mapa cheio de combinações perfeitas não é garantia de um relacionamento feliz. “Às vezes tem casais com mapas muito favoráveis, mas que não é o momento ideal para a relação, e um deles não quer casar. Vai depender muito dos trânsitos que cada um tá passando no momento.”

Cuidado para não alimentar ilusões ou preconceitos

A sinastria pode ser uma ferramenta de conhecimento mútuo, mas quando as pessoas levam essas interpretações a ferro e fogo isso pode ter o efeito colateral de fazer uma superanálise do outro, segundo Debora Helena.

“É importante ter em vista que essa superanálise pode fazer com que a pessoa se iluda ou tenha um preconceito sobre a outra pessoa.” E qualquer uma dessas hipóteses pode ser muito nociva num relacionamento. Ela ressalta ainda que muitos fatores influenciam na vida de alguém. “A gente não pode se esquecer dos contextos sociais, familiares, e o histórico de cada um.”

Por isso, segundo ela, a interação real deve prevalecer. “É importante as pessoas se conhecerem na prática O mapa é um mapa, não é a pessoa.”

Conhecer-se primeiro é o melhor caminho

Para Debora Helena, antes da análise conjunta dos mapas astrais, é importante observar o mapa individual. “Mais do que conhecer o mapa do outro, é preciso conhecer o nosso”, diz Debora Helena. O mapa pessoal já revela a forma como cada pessoa entra num relacionamento, independentemente de com quem. “A Casa 5, diz sobre como ela namora e sobre o ficar. A Casa 7 fala de relações estáveis”, diz.

Os planetas também trazem informações pessoais. “Vênus mostra como a pessoa interage afetivamente, como ela ama. Se a pessoa tem uma Vênus tensa no mapa natal, isso já pode ser um problema pra ela. E Marte tem a ver com a sexualidade, impulso e iniciativa. Tudo isso, no mapa de alguém, denota como vai se relacionar.”

Ou seja, é possível que cada um tenha desafios pessoais sobre relacionamentos para resolver que vão influenciar em qualquer interação que tiver. “A astrologia fala muito de autoconhecimento. Quando a gente se conhece, se permite melhorar”, afirma Eli Souza.

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